09/12/2018 às 15h58min - Atualizada em 09/12/2018 às 15h58min

Preço da cesta básica volta a cair em Salvador

Uma boa notícia para as donas de casa neste final de ano.

Tribuna da Bahia, Salvador
Reginaldo Ipê / Tribuna da Bahia

Uma boa notícia para as donas de casa neste final de ano. O preço da cesta básica na capital baiana caiu 0,26% no mês de novembro em relação a outubro, segundo o Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (DIEESE). O conjunto de 12 itens que compõem o mantimento passou a custar R$ 330,17, contra R$ 331,02 registrado no mês anterior. Além de Salvador, Vitória, no Espírito Santo, foi a única capital do país onde houve baixa: -2,65%.

De acordo com o órgão, em novembro, houve redução no preço médio de seis dos 12 produtos pesquisados em Salvador, com destaque para a manteiga e o leite, que reduziram em 3,23% e 3,22%, respectivamente, o preço médio. Outros produtos que ficaram com preço médio menor foram o feijão (-1,18%), a carne (-0,46%), o arroz (-0,27%) e o pão (-0,11%). Por outro lado, altas foram registradas no preço médio da farinha de mandioca (3,13%), do tomate (2,13%), do óleo de soja (1,43%), da banana (0,67%) e do café (0,35%). Apenas o açúcar ficou com o preço médio inalterado em novembro, conforme o Departamento.

Segundo Ana Georgina Dias, supervisora técnica do Dieese aqui na Bahia, as baixas nos preços do leite e na manteiga são uma tendência natural após um período de entressafra, já que há uma oferta maior e, assim, redução nos valores.

No sentido inverso, ela pontuou que o tomate e a banana, por serem produtos mais perecíveis acabam tendo oscilação brusca de preços, por conta do estoque e da logística envolvida na distribuição. “O feijão está entrando na safra de verão e, por não ter tido problemas de quebra, o preço acaba tendendo a ter uma redução”, afirmou.

O fato de Salvador ter estado, no mês passado, entre as únicas duas capitais onde o custo da cesta básica ter tido variação negativa, recolocou o município no primeiro lugar do país o preço do mantimento é o mais barato, superando Recife e Natal. As duas capitais nordestinas tiveram, respectivamente, elevações de 1% e 0,7% - os valores, em novembro, passaram para R$ 333,50 e R$ 332,21.

Na contramão desse movimento estão São Paulo (R$ 471,37), Porto Alegre (R$ 463,09) e Rio de Janeiro (R$ 460,24), como as três capitais onde o conjunto de itens está mais caro. Contudo, a maior variação mensal foi registrada em Belo Horizonte: 7,81%.

Segundo o Dieese, o trabalhador soteropolitano remunerado pelo salário mínimo comprometeu 76 horas e 08 minutos de sua jornada mensal para adquirir os gêneros essenciais em novembro. Em outubro, a jornada havia sido um pouco maior (76 horas e 20 minutos). Já quando se compara o custo da cesta básica em Salvador com o salário mínimo líquido, ou seja, após o desconto referente à Previdência Social, verificamos o comprometimento de 37,62% do mesmo para a aquisição de uma cesta em novembro de 2018. Em outubro, esse percentual havia sido de 37,72%.

O mesmo levantamento aponta que em novembro de 2018, o salário mínimo necessário para a manutenção de uma família de quatro pessoas deveria equivaler a R$ 3.959,98, ou 4,15 vezes o salário mínimo nacional, de R$ 954,00. Em outubro, tinha sido estimado em R$ 3.783,39, ou 3,97 vezes o piso mínimo do país.

Conforme o Departamento, o índice leva em conta a cesta básica mais barata no país que, em novembro, foi a de São Paulo, assim como a determinação constitucional que estabelece que o salário mínimo deve ser suficiente para suprir as despesas de um trabalhador e da família dele com alimentação, moradia, saúde, educação, vestuário, higiene, transporte, lazer e previdência.


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