04/03/2020 às 10h38min - Atualizada em 04/03/2020 às 10h42min

No crescente mercado wellness, Havaí é um dos principais destinos do turismo de bem-estar

Visitantes desafiam o arquipélago a equilibrar os benefícios econômicos gerados pelo crescente turismo wellness e a preservação de culturas ancestrais

DINO
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Kealoha Okalani: Havaí busca o equilíbrio entre economia e culturas ancestrais

Um dos destinos de férias mais procurados do mundo, o Havaí é famoso pelas praias paradisíacas, pelas ondas perfeitas para a prática de surf e pela natureza exuberante, motivos que atraem cerca de 10 milhões de turistas por ano. Porém, boa parte desses visitantes não está ali apenas para desfrutar de pontos turísticos, mas para embarcar em uma viagem interior que ganha cada vez mais adeptos, incluindo turistas do Brasil.

Segundo o último levantamento da Global Wellness Institute, divulgado em 2018, sobre a economia global gerada pelo turismo de bem-estar, o setor está crescendo consideravelmente mais rápido do que o turismo tradicional, com previsão de aumento anual de 7,5% até 2022. "O crescimento foi impulsionado por uma classe média global em expansão e pelo desejo crescente do consumidor em adotar um estilo de vida mais focado no bem-estar", afirmam os pesquisadores da GWI.

Nessa onda, o Havaí entra como um dos destinos mais procurados por viajantes em busca de práticas variadas de autoconhecimento, incluindo ioga, meditação, terapias naturais e holísticas. De olho nesse segmento, agências de viagens, life coaches e até aplicativos oferecem opções para ajudar os viajantes a navegarem o mar de ofertas que não para de crescer.

“O desafio é fazer com que turistas entendam que bem-estar não pode ser só para os que visitam, mas para toda a comunidade e o ecossistema que os recebem”, diz o paulistano Cristiano Durães. Baseado em Kauai, a ilha mais antiga da região, o life coach desembarcou no Havaí pela primeira vez em 2017 para uma experiência que mudaria não apenas sua visão de mundo, mas também o seu nome social, desde então batizado pelos indígenas locais de Kealoha Okalani, “amor que vem do paraíso” no dialeto dos Kãnaka Maoli.

Para compartilhar os conhecimentos adquiridos no arquipélago americano, em 2018 Kealoha lançou o livro “The Journey to the Self: A thrilling true story about Self & God Realization”, disponível apenas em inglês pela Amazon. Na publicação, ele conta como a experiência com mestres locais o ajudou a investir em um estilo de vida que equilibra valores individuais e coletivos. “Não é possível elevar seu estado de consciência sem se conectar com o todo. Portanto, de nada adianta investir em um roteiro de bem-estar se a sua presença e hábitos prejudicam a vida dos habitantes daqui”, diz Kealoha, lembrando que em Honolulu, onde vive 70% da população havaiana, o uso de utensílios plásticos acaba de ser banido.

Segundo um estudo divulgado pela Skift, plataforma de inteligência para a indústria de turismo global, o boom das viagens de bem-estar já vem causando impactos significativos em pequenas comunidades ao redor do mundo. “Embora isso seja bom para a economia local, o alto fluxo de visitantes pode prejudicar a qualidade de vida dos moradores, alterando assim o que tornou o destino atrativo”, prevê o estudo. “Por outro lado, quando comercializadas de maneira estratégica, as viagens de bem-estar podem impedir o turismo excessivo, afastando visitantes de cidades já superpopulosas e impulsionando a economia em locais mais carentes”.

De acordo com o Global Wellness Institute, o turismo de bem-estar e terapias alternativas deve movimentar globalmente cerca de US$ 919 bilhões até 2022.



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