01/03/2024 às 15h14min - Atualizada em 04/03/2024 às 00h02min

Good Vibres: conheça negócio milionário de bem-estar sexual de Isabela Cerqueira

Empresária de 29 anos, comemora o sucesso da marca com o lançamento de produtos autorais e faturamento de 8 milhões. Ainda para esse ano, prevê um salto ainda maior com a abertura para novos investidores e para o mercado B2B.

Canal A Comunicação
https://www.goodvibres.com.br/
Divulgação

O bem-estar sexual é o tema do momento. A expansão das sex shops e do mercado de sexy toys já movimentam mais de US$ 70 bilhões por ano ao redor do globo, com expectativa de alcance de US$ 108 bilhões até 2027, segundo dados do Allied Market Research. Com tanta concorrência, inovar se tornou essencial para manter o negócio em alta. Com estratégia inovadora de aproximação com seu público, Isabela Cerqueira, aos 29 anos, comemora o sucesso milionário de sua marca Good Vibres, que fechou o ano de 2023 na casa dos 8 milhões em faturamento. E já prevê para 2024 um salto ainda maior com a abertura da marca para novos investidores e para o mercado B2B.

O lançamento de produtos próprios também contribuiu para o crescimento. Juntos, os seis produtos autorais já lançados somam mais de 50% do faturamento da marca, que pretende expandir ainda esse ano seu portfólio com o lançamento de outros itens. Crescendo exponencialmente desde sua fundação em 2020, Bela abre as portas da Good Vibres no final de 2023 para a entrada de novos investidores, com o intuito de ampliar de forma ainda mais dinâmica seu portfólio próprio. O investimento em novos mercados, por sua vez, já foi iniciado, com a negociação da marca para venda em marketplaces e lojas do ramo erótico. “Estamos percebendo que o mercado está começando a repensar a forma como enxergam seu público, buscando produtos desenvolvidos para o prazer feminino e estamos prontos para atendê-los”, diz.

Fugindo do que se vê no mercado, Bela investe, desde a criação da marca, em produtos com formatos orgânicos, coloridos e, claro, com funcionalidades que fazem a diferença. A empreendedora, que começou o negócio com a curadoria de produtos, conta que todos os itens são amplamente testados e aprovados antes de entrarem na loja online.” São levados em conta, além das funcionalidades, melhor custo-benefício para o cliente, material, motores”, explica. Sua curadoria exigente levou ao grande passo de desenvolver seus próprios produtos, baseada no feedback dos consumidores. “Nossos produtos são desenvolvidos por 2 pilares: a busca por novidades do mercado internacional e os feedbacks ativos da nossa comunidade, que continuamente nos provê informações sobre suas necessidades e nós transformamos em realidade”, conta. 

Exemplo disso está no feedback constante que recebia dos consumidores da necessidade de um lubrificante neutro e vegano, com textura não pegajosa, aparência interessante e com valor competitivo com os líderes de mercado no segmento, que gerou o primeiro produto próprio no final do ano passado, o gel lubrificante Sense Lub. Seguido dele, veio o Kiss, inspirado no sucesso dos sugadores, o produto 3 em 1, foi desenvolvido para quem busca uma experiência completa e quer descobrir qual estímulo gosta mais, seja a vibração, a pulsação ou a sucção em diferentes zonas erógenas do corpo. 

Com o sucesso do Kiss, Bela emendou seu terceiro lançamento, que aconteceu no último Dia dos Namorados, o vibrador Duo, um bullet versátil que pode ser levado na bolsa para qualquer lugar que conta com uma capa adicional para diversas opções de uso. “Além de você conseguir estimular todo o corpo com sua vibração, ele ainda vem com a capa que te dá outras opções de uso, seja sozinha ou acompanhada”, recomenda. Após o Duo, a marca já anunciou o sugador Bestie, bullet Fun e o Samba, seu mais novo vibrador inspirado no ritmo do Carnaval.

Mais do que quebrar tabus, Bela do Céu, como ficou conhecida nas redes sociais, tem como premissa normalizar o prazer e conversar com pessoas sobre sexualidade de forma natural. Com a proximidade de uma amiga conselheira, a empresária, que também é pós-graduanda em educação sexual, apostou no desenvolvimento de conteúdos humanizados para estreitar laços com os consumidores. “O nosso diferencial está no serviço de consultoria. Não só falamos de produtos, mas também abordamos temas como relacionamentos, corpo humano, além de fornecermos dicas de músicas, contos eróticos, ou seja, toda uma atmosfera que gera proximidade e senso de pertencimento à comunidade, deixando as pessoas confortáveis para adquirir os produtos da categoria”, conta.

O sucesso e a alta exposição nas redes, trouxeram também uma consequência indesejada. Bela passou a sofrer críticas e assédio e, segundo ela, precisou de coragem e resiliência para empreender no ramo erótico em um mundo ainda patriarcal. “Um dos maiores diferenciais da Good Vibres é a humanização, tendo à frente da marca uma pessoa que se expõe na internet para falar sobre sexualidade de forma aberta e natural. Falar sobre um tema tão sensível, infelizmente ainda implica em ouvir muitas críticas e assédio. Para muitos, é motivo de constrangimento se abrir para falar de um assunto que, em minha visão, sempre foi encarado como natural”, lamenta. “Ainda assim, segui em frente com a ideia de que não poderia falar sobre sexo sem tabu se tivesse vergonha ou medo de encarar abertamente o tema nas redes com minha imagem”, completa. 

Outro grande desafio associado às redes sociais está na censura imposta pelos canais na divulgação da marca e dos produtos. “O algoritmo reflete a normalização da objetificação sexual, em contrapartida, restringe o acesso de informações sobre autoconhecimento e sexualidade positiva”, afirma a empresária, que completa ao relatar que todo o marketing é orgânico já que não podem usar as ferramentas pagas de alavancagem que o mercado em geral utiliza.  

Ainda com desafios, Bela afirma ter acertado na escolha de abandonar a CLT e o cargo em uma multinacional no meio da pandemia para investir em seu negócio próprio que reflete seus interesses pessoais. Quando perguntada sobre dicas para novos empreendedores, é categórica “Investir em uma área que você curta de verdade. Você tende a tratar com mais amor e falar com mais carinho e propriedade, além de fazer melhores escolhas sobre aquilo que você gosta, se identifica e acredita”, finaliza.


 


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