07/09/2018 às 20h33min - Atualizada em 07/09/2018 às 20h33min

Odebrecht indeniza Peru em US$ 4,5 milhões por pagamentos de propina

Empresa pagou propina para obter a concessão de uma estrada na região de Áncash, segundo o governo peruano.

Por Agencia EFE
Fachada da sede da Odebrecht em SP (Foto: Kevin David/A7 Press/Estadão Conteúdo)

A construtora Odebrecht indenizou em US$ 4,5 milhões (R$ 18,6 milhões) o Estado peruano por ter pago propina para obter a concessão da construção de uma estrada na região de Áncash, anunciou o Ministério da Justiça e Direitos Humanos em comunicado.

A indenização foi paga em mérito à sentença de delação premiada emitida pela Sala Penal de Apelações Especializadas em Crimes de Corrupção de Funcionários Públicos.

 
Fachada da sede da Odebrecht em SP (Foto: Kevin David/A7 Press/Estadão Conteúdo)

Fachada da sede da Odebrecht em SP (Foto: Kevin David/A7 Press/Estadão Conteúdo)

Fachada da sede da Odebrecht em SP (Foto: Kevin David/A7 Press/Estadão Conteúdo)

Fachada da sede da Odebrecht em SP (Foto: Kevin David/A7 Press/Estadão Conteúdo)

Fachada da sede da Odebrecht em SP (Foto: Kevin David/A7 Press/Estadão Conteúdo)

A Procuradoria conseguiu um acordo com os representantes da Odebrecht respeitando as normas vigentes e deixando a salvo o direito do Estado de pleitear o pagamento da reparação civil que corresponda aos demais acusados no caso.

De acordo com investigação, a Odebrecht pagou propina e lavou dinheiro com a colaboração de representantes da empresa e funcionários do governo regional de Áncash.

A empreiteira é protagonista do maior escândalo de corrupção da América Latina ao ter pago propina em pelo menos 12 países.

No Peru, o caso compreende pagamentos entre 2005 e 2014 para obter contratos milionários em obras públicas e o suposto financiamento irregular das campanhas eleitorais dos principais candidatos à Presidência do país.

Por meio de nota, a Odebrecht informou que trata-se do primeiro acordo de colaboração definitivo e pagamento de reparação civil vinculado a um projeto.

"O recurso (...) foi retirado de um fidecomicio criado em fevereiro de 2017 pelo governo em que as empresas da Odebrecht no país fazem aportes regulares", disse a companhia.

 
 

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