27/11/2019 às 14h36min - Atualizada em 27/11/2019 às 14h54min

Taxa Selic em seu menor valor histórico faz renda variável ganhar força

Juros baixos vêm atraindo investidores para o mercado financeiro nacional que ultrapassou a marca 1,5 milhão de investidores

DINO
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Na última segunda-feira, 18 de novembro, o relatório Focus apontou que a taxa Selic deve acabar 2019, à 4,50%, menor valor de sua história. Com este cenário de queda dos juros, muitos investidores estão buscando alternativas à renda fixa, isto porque o retorno deste tipo de negociação é afetado diretamente pelo contexto econômico. 

Investimentos com grande volume de investidores, casos da poupança e LTN (Letra do Tesouro Nacional), vem se tornando pouco rentáveis ou, até mesmo, um mau negócio, caso da poupança.

Quem ganhou força neste cenário foram os investimentos em renda variável. No levantamento divulgado no final de outubro, pela B3, foi apontado que existiam cerca de 1,5 milhões de investidores no Brasil, maior valor da história.

Outro dado que ganhou destaque na comparação com o ano anterior foi o do crescimento no período de um ano. Cerca de 95% em relação à 2018.

Além da baixa nas taxas de juros, outro fator interessante em relação a renda variável são a distribuição de proventos. Hoje existem empresas que distribuem dividendos maiores que a taxa de juros.

Contudo, especialistas da área defendem que é fundamental que a pessoa saiba como funciona este tipo de negociação para se obter o retorno desejado, principalmente porque é um tipo de negociação mais volátil que a renda fixa.

É comum no mercado financeiro que os investidores que buscam amenizar os efeitos da volatilidade costumam pensar em seus negócios no longo prazo. 

Um tipo de investimento que se encaixa neste tipo de negócio são as ações de empresas. Neste tipo de negociação um modelo muito utilizado é a análise fundamentalista de um negócio, que consiste em analisar o título e a empresa de forma ampla, chegando mais próximo do valor real de uma ação e amenizando a volatilidade. 

Este tipo de prática é utilizado especialmente por investidores que buscam retornos no longo prazo, que além de amenizar os efeitos da volatilidade do mercado, conseguem bons dividendos ao longo deste período. 

Dentre essas práticas, especialistas indicam que é um fundamental saber como calcular o dividend yield, isto porque é uma ferramenta que mostra ao investidor o quanto de retorno em proventos um determinado ativo gerou nos últimos 12 meses, com base nas cotações atuais.

Outra negociação comum entre os investidores de renda variável é o aluguel de ações, que assim como o nome diz, é uma operação que consiste em emprestar os títulos que um investidor possui para outro investidor. Por ser um aluguel, essa transferência ocorre em troca de taxas geralmente definidas pelos envolvidos na negociação.

O investidor que aluga a ação pode utilizar ela de diversas formas, entre elas estão a venda no mercado à vista, utilizar como garantia em algumas operações, entre outras aplicações possíveis na bolsa de valores. 

Existem outras possibilidades como os Fundos de Investimento Imobiliários (FIIs). Este tipo de negociação econômica venha se tornando uma opção atrativa, especialmente pela baixa dos juros no Brasil e a possibilidade de uma renda constante em um período de instabilidade econômica. 



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