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15/11/2019 às 20h03min - Atualizada em 15/11/2019 às 20h03min

Mercado passa a prever alta de 1% do PIB

Ab Noticia News
Estadão Conteúdo 15/11/19
Reprodução
Por Thaís Barcellos e Cícero Cotrim e Fabrício de Castro

Os dados de atividade do mês de setembro confirmaram a expectativa de mercado de leve aceleração do ritmo de retomada e provocaram um aumento nas perspectivas para o crescimento da economia em 2019 e 2020, de acordo com levantamento feito ontem pela Projeções Broadcast após a divulgação do Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br) do nono mês. Agora, a expansão de 1,0% do Produto Interno Bruto (PIB) de 2019 é a mediana, contra 0,90% há um mês. Para 2020, a mediana é de 2,3%, mais alta do que no levantamento anterior (2,0%).

Com 35 instituições ouvidas, o intervalo para o PIB deste ano vai de 0,90% a 1,20%, enquanto para 2020 varia de 1,60% a 2,80%. Para o terceiro trimestre, o piso das estimativas é de 0,30% e, o teto, de 1,0%. A mediana encontrada é de 0,40%. O IBGE divulga o PIB de julho a setembro no dia 3 de dezembro.

O resultado do IBC-Br (uma espécie de prévia do PIB do Banco Central) do terceiro trimestre evidenciou a melhora no desempenho da economia, com crescimento de 0,91%, acima do indicado pela mediana do serviço especializado do Broadcast, de 0,75%. A expansão de 0,44% de setembro também superou a mediana de 0,39% e os números dos meses anteriores do trimestre também foram revisados para cima. A avaliação do mercado é de que fatores pontuais, como o FGTS, impulsionam a atividade, mas que há outros motivos mais duradouros que explicam o melhor desempenho da economia. Números do IBGE sobre atividade nos Serviços e no Varejo em setembro também apresentaram melhora.

"Diante da leitura do IBC-Br acima da expectativa e da recente recuperação acima do esperado dos principais setores da economia brasileira, acreditamos que a recuperação da atividade econômica continuará ganhando tração nos próximos meses", avalia a XP Investimentos, em relatório em que reporta o aumento da projeção de 2019 de 0,90% para 1,0% e de 2020, de 2,10% para 2,3%.

Surpresa

O Banco Safra, o Rabobank, a Mongeral Aegon Investimentos, a Arazul Capital e a GO Associados também elevaram as projeções depois da divulgação dos indicadores de setembro.

Mas não foi só o IBC-Br que surpreendeu positivamente. O economista Julio Cesar Barros, da Mongeral Aegon Investimentos, alterou a projeção para o PIB de julho a setembro, de 0,50% para 0,60%, por causa do "conjunto da obra". A estimativa para 2019 é de 1,0%. "O que acho importante é a sinalização para frente. Setembro foi um mês mais forte, afetado por questões específicas, como o FGTS e a Semana do Brasil, mas também por um crescimento do crédito, pela melhora gradual do emprego e pela redução das incertezas."

O desempenho melhor da atividade no fim deste ano também vai deixar uma herança positiva para 2020. Por isso, Barros aumentou a projeção do PIB do ano que vem de 2,20% para 2,40%.

"Há um impulso maior de atividade econômica, mas é uma aceleração frente ao primeiro trimestre, que foi bem ruim. Não devemos nos entusiasmar tanto assim. Apesar de ser o número mais elevado do ano, caso a projeção se confirme, ainda não é tão forte como deveria ser no pós-crise", diz o economista Alexandre Lohmann, da GO Associados, que espera alta de 0,52% no terceiro trimestre e de 1,15% em 2019.

Na Trafalgar Investimentos, o economista-chefe Guilherme Loureiro manteve a perspectiva para o PIB do terceiro trimestre, de 0,50%, de 2019 (1,0%) e de 2020 (2,5%). "Os dados reforçam a expectativa que já era mais otimista para o terceiro trimestre "

Mas Loureiro acrescenta que outros sinais de setembro indicam um crescimento mais forte lá na frente, com melhora adicional das condições financeiras, o que pode possibilitar uma expansão maior do PIB em 2020, de 2,6% a 2,7%. "Há indicadores antecedentes, como a curva de juros e a inflação de curto prazo, que vão se refletir daqui a seis meses, que indicam retomada mais forte", diz, citando também que as reformas estruturais devem impulsionar o crescimento. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.
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