08/11/2019 às 14h57min - Atualizada em 08/11/2019 às 14h57min

Dono do grupo San Sebastian diz que sigla LGBTQI+ é 'maluquice'

Após a publicação, André Magal voltou atrás e disse que não teve intenção de desmerecer ninguém

Ab Noticia News
Reprodução
Por Carla Santana

Um dos sócios do grupo San Sebastian, um dos maiores no ramo do entretenimento voltado para o público LGBTQI+ no Brasil, André Magal, declarou ao Jornal A Tarde, durante uma entrevista, que acha uma "maluquice" a mudança na sigla que inclui travestis, transsexuais, interssexuais e queers, pessoas que não se identificam com os padrões de heteronormatividade impostos pela sociedade e transitam entre os “gêneros”. 

 “Agora tem um bocado de sigla. Sei que já tem um T aí no meio, um Y. Acho que GLS engloba tudo. Pô, se é travesti, é gay”, afirmou, ao explicar o motivo de ainda usar a sigla GLS, que abrange apenas gays, lésbicas e simpatizantes. 

Após a publicação, Gagliano afirmou que não teve  intenção de desmerecer ninguém. “Conversei com várias pessoas amigas e queridas e entendi a importância de termos todas as letras da sigla LGBTQI+, para que possamos acolher o sofrimento de todos e dar visibilidade aos que são ainda mais discriminados, como os transgêneros e travestis. Toda dor deve ser acolhida. Eu já senti e sinto, muitas vezes, a dor da discriminação por ser gay. Em piadas, risadinhas, etc. Sei como é difícil. Peço desculpas e reforço que estamos juntos na luta”, justificou.

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