25/10/2022 às 17h29min - Atualizada em 25/10/2022 às 17h29min

Presa por suspeita de estelionato, Maqueila Bastos é denunciada por aplicar ‘golpe do Pix’ contra advogado

Vítima relatou que recebeu a ligação da detenta, solicitando contratar os serviços profissionais dele

AB Notícias News
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Reprodução/TV Bahia

Maqueila Bastos, presa por suspeita de esteliotano, foi denunciada por aplicar o “golpe do Pix” contra um adcogado dentro do Presídio Feminino, em Salvador. Ela também é investigada pela morte do empresário Leandro Troesch, dono da pousada Paraíso Perdido, em Jaguaripe.

 

De acordo com a Polícia Civil, a denúncia de estelionato foi registrada por um advogado na quinta-feira (20). A vítima relatou que recebeu a ligação da detenta, solicitando contratar os serviços profissionais. Diante disso, ele foi até o presídio conversar com Maqueila e ela pediu para ele realizar um PIX para uma amiga, pois o dinheiro seria devolvido em dobro. O valor não foi revelado pela Polícia Civil.

 

O advogado disse à Polícia que realizou a transferência, mas não obteve retorno.

Prisão por estelionato

Maqueila Bastos foi presa no começo de agosto por suspeita de estelionato. O mandando de prisão foi expedido pela 4ª Vara Criminal de Salvador no dia 25 de julho e a suspeita se apresentou na 1ª Delegacia Territorial (DT), no bairro dos Barris.

 

Ela havia sido presa em março deste ano por causa da morte de Leandro Troesch e liberada um mês depois, para responder em liberdade.

Além de Maqueila, as duas mulheres suspeitas de matar a estudante Cristal Pacheco, durante uma tentativa de assalto no Centro de Salvador, também foram transferidas para o Presídio Feminino da capital baiana, na tarde desta terça.

A Polícia Civil reforçou que as investigações da morte de Leandro e o caso de estelionato não estão relacionados.

 

Envolvimento com morte de empresário

Maqueila Bastos teve a prisão temporária decretada no dia 14 de março. A suspeita respondia em liberdade relacionados a outros processos, como estelionato, e fez amizade com Shirley da Silva Figueiredo, esposa de Leandro, durante a prisão em 2021. Ao ser liberada pela Justiça, ela trabalhou na pousada Paraíso Perdido, a qual o empresário era dono. Conforme informou o delegado Rafael Magalhães, Leandro Troesch não aprovava a amizade entre Shirley e Maqueila.

Uma foto publicada em uma rede social mostra que Maqueila tem o nome de Shirley tatuado ao lado do desenho de um coração, no braço direito. Na imagem, a suspeita usava uma aliança dourada contendo a letra S. Posteriormente, ela confirmou que mantinha uma relação amorosa com a viúva.

O empresário estava em prisão domiciliar na pousada pelo crime de sequestro e extorsão em 2001. Shirley da Silva Figueiredo também estava em prisão domiciliar, pelo mesmo crime. De acordo com o delegado, após a Justiça determinar a soltura das duas mulheres, Shriley empregou Maqueila na pousada do marido. Quando Leandro foi solto, ele não gostou de saber da contratação da ex-presidiária e pediu para que a esposa demitisse Maqueila.

Entenda o caso

Leandro Troesch foi encontrado morto dentro de um dos quartos da pousada, com marca de tiro na cabeça, em 25 de fevereiro deste ano. O empresário já havia sido preso e condenado a 14 anos de prisão por crimes de sequestro e extorsão cometido em 2001. Em 2022, ele estava em prisão domiciliar na pousada. A viúva, Shirley da Silva Figueiredo, disse à polícia que estava no banheiro e somente ouviu o barulho do tiro.

Dias depois da morte de Leandro, no início de março, Marcel da Silva Vieira, conhecido como Billy, que era o “braço direito” do empresário, foi assassinado a tiros e tinha marca de golpes de faca no corpo. Ele era uma testemunha fundamental na investigação. Marcel, que tinha envolvimento com drogas, foi morto no dia 6 de março, às vésperas de ser ouvido pela polícia, no distrito de Camassandi, que também fica em Jaguaripe.

O homem, que era funcionário de confiança de Leandro, prestou depoimento logo após a morte do empresário, mas seria ouvido, mais uma vez, um dia depois de ser assassinado. O delegado Rafael Magalhães afirmou que o cofre da pousada foi esvaziado e que o local do crime foi alterado, após a morte do empresário Leandro Troesch.


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