18/10/2022 às 15h56min - Atualizada em 18/10/2022 às 15h56min

“Meu pai apontou uma arma para a minha cabeça”

AB Notícias News
Universal
Getty Images

Quem vive em um ambiente de perseguição à própria fé sente na pele os efeitos catastróficos dessa atitude. Submetida a situações de hostilidade, a chantagens, intimidações, agressões e ameaças de morte, essa pessoa não consegue exercer as atividades rotineiras como gostaria. Os desafios são enormes e apenas uma decisão, baseada em uma mudança de pensamento, ou seja, de espírito, faz com que ela consiga superá-los.

Cristãos que vivem em alguns países convivem com essa realidade. Segundo a ONG Portas Abertas, 360 milhões de cristãos vivem em nações com altos níveis de perseguição ou discriminação, o que representa um em cada sete cristãos no mundo inteiro, um em cada cinco na África, dois em cada cinco na Ásia e um em cada 15 na América Latina. Modou, que superou a perseguição ferrenha que sofreu por três anos por parte da própria família no continente africano, conta sua experiência no quinto capítulo da série Presos & Livres, que você lerá a seguir.

“Durante toda a infância, eu sofri com asma. Na adolescência, conheci as drogas e me lancei nos vícios. Meu pai me levou a vários lugares, como hospitais e feiticeiros, à procura de solução para esses problemas, mas não a encontrávamos. Assim, depois dessa busca sem sucesso, meu pai desanimou e acreditou que eu jamais poderia ser curado. Eu, da mesma forma, pensava que estava condenado a viver uma vida desgraçada, doente e a carregar comigo para sempre essa maldição.”

Modou se considerava uma pessoa religiosa, mas não via o resultado de sua crença em sua vida. Mesmo seguindo as tradições familiares e doutrinas religiosas, ele vivia em estado de sofrimento. Foi então que, cansado de sofrer, ele decidiu fazer uma escolha que impactaria o seu futuro. “Eu seguia as tradições da minha religião e a considerava um apoio, como a única opção neste mundo que pudesse me dar um certo alívio, até que um dia, quando tinha 16 anos, recebi um convite de um parente para conhecer a Igreja Universal. Aceitei o convite. Apesar de ainda não acreditar que encontraria respostas lá, decidi ir.”

Ele afirma que começou a frequentar as reuniões aos domingos, às quartas-feiras e às sextas-feiras e, depois de duas semanas, estava completamente curado. Além disso, ele passou a praticar o que ouvia por meio da Voz de Deus e, assim, decidiu abandonar a vida que levava. “A cada reunião que eu participava, eu ouvia e compreendia a Palavra de Deus, fui entendendo a importância da Salvação e que apenas o Senhor Jesus poderia salvar a minha alma. Em seguida, tomei a decisão de me batizar nas águas e entreguei a minha vida ao Senhor Jesus.” Depois de seu batismo, a perseguição à sua fé começou.

As ameaças

Modou passou a conviver com ameaças, privações e agressões dentro de casa. “Todas as vezes que eu ia à Igreja meu pai me espancava. Até que chegou a um ponto que, certo dia, ele apontou uma arma para a minha cabeça para me matar e isso só não aconteceu porque meu tio o impediu de atirar. Posteriormente, ele decidiu parar de pagar meus estudos e me levou a uma ‘escola islâmica’ para que eu estudasse aquela religião. Depois de três meses frequentando esta escola, eu fugi de lá e também da casa da minha família para me estabelecer em uma cidade distante, mas que tinha uma Igreja Universal.” Ele lembra que sua decisão não durou muito tempo, pois alguns familiares o perseguiam. “Uma das minhas tias, que já estava me procurando em todos os lugares, acabou me encontrando. Ela estava acompanhada de alguns homens que eu não conhecia e fui levado por eles à delegacia. Fiquei preso por 24 horas sem motivo, até que um dos meus tios foi me buscar.”

Três anos difíceis

Ele destaca que essa perseguição à sua fé durou três anos, mas em nenhum momento ele cedeu àquela pressão. “Durante todo esse tempo, meus familiares insistiam para que eu desistisse. Certo dia, meu tio me propôs um acordo. Ele disse que eles voltariam a pagar meus estudos, mas que, em troca, eu deveria confessar e jurar diante de toda a família que nunca mais iria à igreja.” Modou recusou a proposta, mas, em razão disso, foi submetido a mais ações violentas: “pensando que eu poderia voltar atrás na minha decisão, meu tio me espancou, mas eu não mudei de opinião. Ao contrário, mantive minha decisão de frequentar a igreja. Foi aí que meus familiares me levaram para uma cidade distante, onde não havia igreja, para tentar novamente me fazer desistir de seguir a Deus”.

O fato de ter entregado a vida ao Senhor Jesus lhe dava a perspectiva de que iria vencer, como afirma: “eu estava longe da igreja fisicamente, mas, dentro de mim, tinha a convicção de que nunca desistiria da fé. Assim, ao voltar posteriormente para a minha cidade, imediatamente procurei a Universal e continuei a
buscar a Deus”.

Logo em seguida, já frequentando a Igreja novamente, Modou ouviu o Pastor pregar sobre o Espírito Santo e imediatamente entendeu por que deveria buscá-Lo. “Comecei a me dedicar completamente por meio de jejuns e orações para recebê-Lo. Assim, no dia 27 de dezembro de 2021, fui batizado com o Espírito Santo.”

Atualmente, com 23 anos, ele tem segurança de dizer o quanto o Deus Vivo o manteve de pé diante das situações difíceis que enfrentou e fez com que ele pudesse desfrutar do convívio novamente com seus familiares. “Hoje, sou feliz e toda a minha vida mudou. Eu, que antes vivia com raiva, viciado, triste, tenho paz na minha alma e estou sempre alegre, mesmo nas situações mais difíceis. Agora vivo com minha família sem problemas e, além disso, tenho o privilégio de servir ao meu Deus me dedicando a ganhar almas, para Glória do Senhor Jesus.”

Modou aconselha a todos a continuarem buscando pelo Espírito Santo, pois é com Ele que é possível superar as injustiças e as dificuldades. Ele ainda faz uma proposta: “convido a todos, de perto e de longe, tanto aqueles que ainda não têm o Espírito Santo como aqueles que já O têm, para renovarem sua comunhão com Deus”, conclui.


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