17/10/2022 às 17h06min - Atualizada em 17/10/2022 às 17h06min

O segredo para um casamento duradouro e feliz

Cada casal tem sua própria história e seus problemas. Contudo existem ferramentas essenciais para auxiliá-lo a manter o relacionamento e a união

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Casamento. A mera menção à palavra traz à memória a imagem de casais apaixonados, do vestido de noiva, do buquê, da festa, de presentes e da viagem de lua de mel. É o momento de celebração do amor, já que, depois do primeiro encontro, da admiração mútua e do sentimento nutrido por meses ou anos, o casal concretizará, enfim, o desejo de viver junto.

A Associação Brasileira de Eventos (Abrafesta) prevê que até o final deste ano serão realizados 1,6 milhão de casamentos no Brasil, que injetarão R$ 40 bilhões na economia do País. Mas, se o casamento se restringisse apenas a uma data cheia de pompa, os pedidos de separação não estariam quebrando recordes ano após ano. Em 2021, por exemplo, foram registrados mais de 80 mil divórcios, o que representa 4% a mais do que em 2020. É a comprovação daquele famoso clichê: “casar é fácil, difícil é manter o casamento”.

Os votos trocados com um “sim” dão lugar à troca de farpas e tudo vira motivo de discussão.

Verdade incontestável
Vemos hoje em dia uma geração que declara que luta por seus direitos, mas se vê incapaz de usar a mesma força para manter o casamento já que, infelizmente, foi ensinada a substituí-lo facilmente. Nesse cenário, os discursos ideológicos, em geral da esquerda, criam ambientes que “jogam” homens contra mulheres e os coloca em uma falsa caixa de igualdade e com a visão de que o casamento é algo descartável e banal.

Mas essa aliança entre um homem e uma mulher não é uma instituição falida, como muitos apregoam. Também não se resume a um pedaço de papel, tampouco a uma festa. Um casamento é construído diariamente e a atenção dada a ele faz jus ao antigo e sábio conselho que “é melhor prevenir do que remediar”. Afinal, se o casamento vai mal, a tendência é que as demais áreas sigam também rumo ao precipício.

O fato é que sem as ferramentas certas nenhuma união resiste. Não pense, porém, que são ferramentas para uma manutenção corretiva, usadas quando surgem os problemas. São, principalmente, para uma manutenção preventiva que, como o próprio nome diz, busca antever os problemas.

Não são ferramentas mirabolantes, mas, pelo contrário, são simples escolhas do dia a dia, como conversar, em vez de discutir; aproveitar a companhia um do outro sem interrupções; e ser humilde tanto no falar quanto no ouvir. Casais que aprenderam a cuidar arduamente do casamento compartilham a seguir suas histórias e seus segredos.

Dar sem esperar algo em troca
“É com meu primeiro namorado que vou me casar e viver feliz para sempre.” Esse foi o pensamento da professora Edna Lucianeti, de 52 anos, enquanto namorava Izaque Lucianeti, motorista, de 50 anos. Mesmo cercado por amor, carinho e sinceridade, de repente, o relacionamento deles parecia ter chegado ao prazo de validade: com sete anos de casados, as desavenças começaram.

Por conta do trabalho de Izaque, não havia mais atenção, carinho e diálogo entre eles. Quando era cobrado, ele se irritava e saía de casa. “Ele saía como se fosse solteiro e só voltava de madrugada. Ele me deixava sozinha com as minhas filhas”, lembra Edna, que ressalta que as crianças sentiam a ausência do pai e diz que o afastamento deles também afetava as finanças.

O pior momento foi quando uma traição de Izaque foi descoberta. Edna diz que se sentiu “a pior das mulheres, pois achava que não tinha sido suficiente para ele e que, por isso, ele tinha procurado outra pessoa”. O episódio os levou à separação. “Aquilo me doía muito. Me separar foi um choque muito forte. Eu desejava um casamento feliz e, naquele momento, vivia tudo que não queria”, revela Izaque.

Edna deu entrada no divórcio e se conformou com o fim do casamento. Na época, a primogênita do casal, triste com a separação, desabafou sobre o que tinha ocorrido com os colegas da escola e a mãe de uma amiga dela, ao ficar sabendo do fato, incentivou Edna a conhecer a Terapia do Amor.

Edna declara que com as palestras aprendeu sobre si mesma e reconheceu qual era a solução: “teve dias de choro, angústia e solidão, mas persisti. Vi que também tinha minha parcela de culpa e que precisava me curar. Aos poucos, pratiquei o que aprendi e Deus me deu um novo coração e me fez uma mulher forte, sábia e paciente”.

Ao visitar as filhas, Izaque notava a mudança de Edna. Ele lembra que, nesses momentos, ele a encontrava feliz, com sua comida preferida pronta e com um convite para que jantassem todos juntos. Edna, contudo, deixa claro que não mudou pelo marido: “aprendi que amar é dar e se doar, então eu não esperava nada em troca, porque a transformação começou dentro de mim e, com ele ou sem ele, eu sabia que seria feliz”. Assim, no dia de assinar o divórcio, ela não compareceu e, coincidentemente, Izaque também não. “Apesar de todas as besteiras que cometi, eu acreditava que nosso casamento tinha jeito”, diz ele.

Izaque passou a acompanhar a esposa nas palestras e percebeu que também precisava mudar antes de restaurar o casamento: “eu era orgulhoso, mas fui aprendendo a quebrar isso, até que reatamos”. Edna reforça que a mudança não aconteceu do dia para a noite e durante um ano eles investiram no que tinham que mudar individualmente. Hoje, depois de 32 anos juntos, eles continuam indo às palestras e usando outras ferramentas para manter a união.

Eles passeiam juntos e trocam elogios e frases como “eu te amo”.

Izaque revela que sempre beija a esposa antes de sair para trabalhar, mesmo que ela esteja dormindo, e Edna destaca que continua preparando a comida de que o marido gosta.

Edna diz que é nas pequenas atitudes que os ensinamentos da Terapia do Amor são colocados em prática. “Não somos perfeitos, porque casal perfeito não existe. Mas, mesmo com as dificuldades do dia a dia, conseguimos manter o diálogo e solucionar qualquer situação”, conclui.

De contrato a site de relacionamento
Como qualquer aprendizado, o que é ensinado na Terapia do Amor não funciona se ficar apenas na teoria. Hoje, Anaquele Lopes, de 34 anos, e o vigia Marcos Lopes, de 39 anos, reconhecem que o segredo é aplicar o que se aprende nas palestras e não apenas frequentá-las.

Eles se conheceram em um evento da Força Jovem Universal (FJU) e Marcos se interessou por ela: “eu pedi para nos conhecermos melhor e, depois de dois meses conversando e orando, começamos a namorar”. Eles iam juntos à Terapia do Amor, mas, com o passar do tempo, abandonaram as palestras e aí as brigas começaram.

Anaquele relata que, certa vez, ela se desentendeu com um parente do marido e, magoada, não permitiu que ele cuidasse do próprio pai, que estava acamado. Para solucionar o problema, o casal teve uma ideia, conforme ela conta: “fizemos um contrato e o Marcos podia ver o pai três vezes ao mês. Essa era uma forma de eu atingir o parente que me magoou, mas isso atingia o Marcos também”.

Além de não obter o efeito desejado, as brigas viraram agressões físicas e, nessa situação, Anaquele ficou temerosa: “minha impressão era que eu estava dormindo com meu assassino”, conta.

Marcos diz que, ao descobrir que a esposa tinha beijado outra pessoa, seu “mundo desmoronou, porque sabia que tinha parte da culpa pela traição pelo fato de ser agressivo”. Com o casamento indo de mal a pior, Anaquele passou a usar roupas vulgares para exibir o corpo com a intenção de ferir Marcos, mas o tiro saiu pela culatra: ao observar o comportamento da esposa, ele propôs que ela se inscrevesse em um site de relacionamentos. Ele cita que disse a ela: “pode se relacionar com quem quiser. Só quero saber com quem e estar presente”. Anaquele se inscreveu no site, mas, percebendo que aquele não era o caminho certo, a cancelou. Marcos diz que nesse momento notou que ainda havia solução para seu casamento.

Porém, àquela altura, os problemas conjugais já invadiam outras áreas, como relata Anaquele: “a vida espiritual desmoronou. Com o diálogo abalado, a vida financeira também foi afetada. Eu tive até pressão alta e crises de ansiedade”. Pensando em resolver a situação, Anaquele sugeriu um passeio para que os dois pudessem conversar. Só que, sem as orientações para que conseguissem manter um diálogo amistoso, a briga foi intensa a ponto de quase acabar em morte. Marcos tentou provocar um acidente de trânsito e Anaquele saiu do carro em movimento. Depois disso, ele procurou ajuda com um pastor na Universal que o aconselhou que retornassem à Terapia do Amor.

Anaquele diz o que aconteceu com ela: “eu fui me enxergando como se estivesse diante de um espelho. Tinha dias que eu saía da palestra triste por perceber quem eu era, mas obedeci e vi a diferença, que começou pelo meu interior. Passei a não mais enxergar a Terapia do Amor como uma reunião voltada para a vida amorosa, mas totalmente espiritual”. Ela destaca que sua mudança incentivou o marido a continuar buscando a dele.

Casados há dez anos, hoje eles não abrem mão das palestras. Mesmo quando o trabalho não permite a presença de Marcos, a esposa não falta e compartilha com ele os ensinamentos que recebe, já que uma das ferramentas que eles usam diariamente é, segundo Anaquele, “o diálogo sem medo, com sabedoria para falar e ouvir, além da humildade para nos desculparmos e nos corrigirmos”. Para fazer isso, o casal sempre reserva um momento a sós para que desfrutem da companhia um do outro.

Preparados para o recasamento
Alguns casamentos inevitavelmente chegam ao fim, pois não há possibilidade de reatar a relação. No passado, o especialista em merchandising Jader Ferreira, de 43 anos, teve de lidar com o fim de um casamento por conta de “desacordo em tudo, falta de respeito e de consideração e agressões verbais. Era um relacionamento de fachada, com muita angústia e sofrimento”, revela.

Há quase dois mil quilômetros de distância dele, vivia Itamara Albuquerque, demonstradora de mercadorias de 28 anos, que acumulava traumas de infância. “Fui abusada quando criança até a pré-adolescência por uma pessoa próxima e presenciei brigas em casa e quando meu pai tentou matar minha mãe várias vezes”, diz.

Foi carregando essas bagagens que ela se casou e logo teve um filho, mas o casamento não resistiu: “o relacionamento era conturbado, cheio de brigas, agressões físicas e verbais. Eu me sentia anulada e houve traições. Até o divórcio foi marcado por ameaças, brigas e muito sofrimento para meu filho”.

Tanto Itamara como Jader enfrentavam os efeitos da separação, como problemas emocionais, culpa e dificuldades em dar assistência financeira aos filhos. Ela chegou até a tentar o suicídio e foi assim que os dois, que ainda não se conheciam, foram convidados por suas respectivas avós, obreiras voluntárias da Universal, para conhecer a Terapia do Amor.

Jader lembra o que as palestras ensinaram a ele: “aprendi a ter domínio próprio, a ser definido, a ser homem de palavra e, principalmente, saber o verdadeiro significado do amor, que é a entrega”. Já Itamara recorda que aprendeu a se perdoar, vencer seus traumas, buscar sua cura interior e descobrir seu valor como mulher.

Eles frequentaram a Terapia do Amor por anos e foram aplicando os ensinamentos em si mesmos e confiando que no tempo oportuno conheceriam alguém com os mesmos princípios e valores, que aceitariam seus respectivos filhos e que teriam uma nova família. Foi o que aconteceu: Jader e Itamara se conheceram pelo aplicativo Quero te Conhecer.

“Quando nos conhecemos pessoalmente, tive certeza que ele era a pessoa certa porque nossos objetivos e projetos eram iguais, principalmente os princípios da fé”, relata Itamara. Pelo fato de Jader estar morando em São Paulo e ela no Ceará, a distância foi um empecilho no início do relacionamento, mas as palestras os ajudaram a aproveitar esse período para se conhecerem melhor, conversarem e confirmarem se realmente ambos tinham os mesmos objetivos.

Juntos há quase dois anos, eles continuam frequentando a Terapia do Amor. “Os aprendizados se renovam todas as quintasfeiras e são de suma importância para a manutenção do nosso relacionamento”, diz Itamara. Eles têm certeza que as ferramentas que aplicam no dia a dia garantirão que a união perdure.

Jader compartilha qual é o segredo para evitar os problemas no casamento: “o diálogo, a transparência, os limites e orar juntos todos os dias”. É assim que eles mantêm um lar saudável e são uma referência positiva para os três filhos.

Perpetuando o casamento
Todo produto vem com instruções do fabricante, seja para ensinar a montar, seja para usar ou cuidar. Logo, quando se trata de casamento, nada melhor do que ouvir as instruções do Autor dele.

O homem foi criado para ser eterno e, vendo que a solitude não era boa, Deus providenciou uma auxiliadora, gerando-a da costela dele: uma parte de si para si mesmo. O Bispo Edir Macedo explica que o casamento foi a primeira instituição de Deus: “não simplesmente a união de duas pessoas, mas um símbolo e uma representação do compromisso entre o ser humano e Deus”.

Portanto, se antes do pecado o ser humano foi criado para ser eterno, o casamento também foi. Mas, hoje, a rotina e a dureza do coração abrem espaço para o comodismo e o descuido que, por sua vez, abrem brechas para problemas que levam ao fracasso conjugal.

Por isso, como foi dito nesta matéria, são necessárias ferramentas para que o casamento resista às adversidades e ao tempo.

A ferramenta em comum que os casais apresentaram aqui é o diálogo, mas, até para conversar é necessário saber como fazer isso sem correr risco de ferir o outro e prejudicar o casamento quando a tentativa é de acertar. Ou seja, é preciso aprender o que fazer e como fazer para evitar os problemas e, quando tiver de lidar com algum, fazer isso com sabedoria, humildade e unindo as próprias forças às do cônjuge – e não contra ele.

As palestras da Terapia do Amor trazem orientações que levam a um casamento bem-sucedido porque usam a Palavra de Deus como manual e incentivam também o relacionamento com Ele. Uma das bases está em Eclesiastes 4.9, 10, 12: “melhor é serem dois do que um (…) porque se um cair, o outro levanta o seu companheiro (…). E, se alguém prevalecer contra um, os dois lhe resistirão; e o cordão de três dobras não se quebra tão depressa”.

Se você deseja zelar pela sua união ou já está vendo seu casamento ficar por um fio, procure a Terapia do Amor. Lá você encontrará casais para lhe auxiliar. “Eles entenderam que têm que sacrificar um pelo outro, mostrando com suas próprias vidas que deixaram de lado a fala do coração, o orgulho e a vaidade para mergulhar na Palavra de Deus e hoje ensinar as pessoas. Participe das palestras, se deseja uma vida a dois em paz, em segurança e serem, de fato e de verdade, felizes”, orienta o Bispo Edir Macedo. A família é o bem tangível mais precioso que alguém pode conquistar. Não deixe de investir nela.


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