29/09/2022 às 17h32min - Atualizada em 30/09/2022 às 00h03min

UFV Alex tem projeto pioneiro para segurança de complexos voltaicos

Com fibra ótica e câmeras da Axis Communications integradas por georreferenciamento, foi possível cobrir uma área equivalente à 800 campos de futebol

SALA DA NOTÍCIA Adriana Fernandes

O Complexo Solar UFV Alex inovou em muitos sentidos. Localizado entre os municípios de Limoeiro do Norte e Tabuleiro do Norte, cerca de 230 km de Fortaleza, a usina fotovoltaica ocupa 830 hectares, área equivalente a mais de 800 campos de futebol, e gera cerca de 360 megawatts de energia, potência suficiente para atender à necessidade de quase 250 mil moradias. O projeto, da Elera Renováveis, uma das maiores empresas em geração de eletricidade com recursos renováveis do Brasil, enfrentava um desafio na mesma dimensão de sua área, proteger a propriedade.

Com um perímetro de 13 quilômetros para cobrir, isso significaria a instalação de cerca de 273 câmeras no UFV Alex. O custo de instalar tantos equipamentos, além de gerenciar o volume de imagens e alertas gerado, seria exorbitante. “Em uma solução de segurança tradicional com câmeras fixas e analítico de vídeo, nós precisaríamos mapear o perímetro do campo e instalar câmeras predefinidas a cada 50 metros”, explica Bernardo Falcon, diretor executivo da Aeon Security.

Fazer mais com menos

A proposta do projeto apresentado pela Aeon Security à Elera estava pautada em promover uma solução mais econômica, porém não menos eficiente. Pelo contrário, a otimização dos custos totais do projeto através da solução apresentada era sinônimo, essencialmente, de inovação à serviço da operação. A integração das câmeras PTZ da Axis somada à tecnologia de cabo de fibra óptica Aura Ai-2 da Future Fibre Technologies deu o tom ideal ao projeto.

Na prática, a empresa enterrou o cabo altamente sensível por toda a volta do complexo para que fosse possível detectar invasões de forma instantânea e enviar as coordenadas para as câmeras Axis. As câmeras usam os dados de geolocalização para mudar automaticamente o campo de visão e fornecer a verificação visual do incidente à equipe de segurança que monitora o complexo remotamente. O sistema de segurança, operado com o software da Digifort, integra alto-falantes de rede que podem transmitir avisos pré-gravados ou ao vivo.

Em resumo, em vez de operar em posições fixas predefinidas, as câmeras podem ser direcionadas com precisão e em tempo real ao ponto da invasão, isso sem a intervenção do operador e é essa capacidade de mudar o ponto de foco automaticamente sob demanda que permite monitorar todo o complexo solar de modo eficiente com apenas 16 câmeras de vídeo. Já a presença dos alto-falantes do tipo corneta da Axis como parte da solução adiciona outro nível de segurança. “Até mesmo a equipe do centro de operações da Elera, no Rio de Janeiro, pode transmitir mensagens em tempo real ao complexo UFV Alex, se necessário”, informa Falcon.

 Test Drive e resultados

Considerando que outros sites da Elera já utilizavam cerca de 400 câmeras Axis aplicadas de forma convencional, foi natural a sensação desafiadora em ter apenas 16 câmeras e cabos de fibra óptica enterrados junto a um perímetro tão extenso. Assim, a Elera queria ver uma prova de conceito antes de se comprometer com as soluções. “Era importante fazer testes reais com o equipamento para demonstrar que a Axis conseguiria operar perfeitamente com a tecnologia da FFT e a plataforma de gerenciamento de vídeo da Digifort e, não apenas foi possível, como se tornou um grande case econômico e sustentável para nós e o cliente”, diz Bernardo Falcon.

Além da vigilância de longo alcance durante o dia, era importante ter uma visão noturna excepcional, já que o parque solar não tem iluminação à noite. Era importante garantir que as câmeras poderiam capturar imagens nítidas a até 400 metros de distância. Graças aos iluminadores IV de longo alcance integrados, as câmeras Axis puderam exceder essa distância, mostrando que poderiam capturar imagens nítidas de cenas noturnas a mais de 500 metros.

As câmeras PTZ para serviço pesado fornecem à Elera monitoramento de perímetro confiável, ininterrupto, mesmo em condições climáticas extremas e ventos fortes, com poucos alarmes falsos. Ao testar a interface de georreferenciamento entre as câmeras e o sistema de detecção de intrusos com fibra óptica Aura Ai-2, as câmeras Axis consistentemente indicaram a localização do alvo dentro de um raio de 3 metros.

Retorno do investimento de longo prazo

Como esses projetos solares têm uma vida útil de 20 a 25 anos, a longevidade e confiabilidade das câmeras Axis significou um custo-benefício atraente. Além disso, a eficiência energética foi mais um ganho, o baixo consumo de energia dos equipamentos os torna ideais para um ambiente de complexo solar, em que a energia disponível à noite é limitada e cara.  “Instalar uma câmera com vida útil de mais de 10 anos oferece longo ciclo de reposição de equipamentos, o que otimiza o retorno da Elera”, detalha Bernardo Falcon.

“O custo de repor uma câmera no complexo UFV Alex seria muito alto: a área está longe de qualquer área central. Logo, as equipes de reparo teriam que viajar uma longa distância. Na prática, não compensa. Além disso, repor uma câmera perto de uma linha de energia exigiria a interrupção das operações, custando tempo valioso de produção à empresa. Esse é outro motivo pelo qual é importante ter um equipamento confiável e que não falhe”, comenta.

Ainda assim, poder reduzir drasticamente o número de câmeras no complexo solar significou uma redução considerável no uso de cabos e de infraestrutura. “Esses são benefícios que ninguém considera ao desenvolver o projeto, mas a economia final é grande. Estimamos que nossa solução otimizada economizou à Elera mais de 3,5 toneladas de cabos de cobre e quase 1,8 tonelada de canos de PVC”, aponta.

Iluminando novas parcerias:

O sucesso do projeto levou a empresa de energia a padronizar a solução pioneira para a segurança de complexos solares para projetos futuros, incluindo parques eólicos e o parque solar UFV Janaúba, em Minas Gerais, que é cinco vezes maior que o UFV Alex.

“A UFV Alex é o primeiro projeto solar no mundo a integrar a detecção com fibra óptica enterrada e câmeras que possuem capacidade de georreferenciamento. Quando adicionamos o incrível alcance de zoom, infravermelho e a vida útil longa das câmeras Axis, conseguimos um sistema que atende às nossas necessidades atuais com eficiência e que continuará atendendo por muitos anos”, finaliza Alexander Fernandes de Assis, especialista em rede e infraestrutura na Elera Renováveis.


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