23/09/2018 às 11h32min - Atualizada em 23/09/2018 às 11h32min

Deschamps vê Kanté como "coração" da França e define Giroud: "É o primeiro zagueiro"

Técnico sai em defesa de seu camisa 9, que passou em branco na Rússia, ao dizer que ele foi muito importante como pivô. E também rasga elogios a Pogba, a quem chama de líder

Globo Esporte Ivan Raupp — Londres, Inglaterra
Reprodução / Twitter

Atual campeão do mundo, Didier Deschamps foi protagonista na primeira Conferência de Futebol da Fifa. Após uma primeira parte de análise técnica e tática da Copa do Mundo feita por Carlos Alberto Parreira e Marco van Basten, o técnico da França subiu ao palco para ser homenageado e entrevistado. Ele compartilhou experiências e pensamentos em relação ao próprio time, fazendo muitos elogios a jogadores como Kanté, Pogba e Giroud.

O camisa 9, apesar de campeão, foi muito criticado por não ter marcado um gol sequer no Mundial sendo um dos 11 titulares da seleção. Deschamps defendeu o atacante e fez uma comparação curiosa.

- Ele tem um perfil diferente. Foi um pivô ali. Não necessariamente esperamos que ele pegue a bola e passe por dois, três, não está ali para isso. Ele é muito útil fora do campo também. Não teve oportunidade de fazer gol, mas foi muito decisivo com passes, ajudou na defesa. Foi um jogador que complementou o esquema de jogo. Foi muito interessante como pivô, útil na defesa. Quando pensamos na equipe inteira, ele é uma pessoa muito generosa. É o primeiro zagueiro ali, faz um esforço muito grande. É um jogador chave, fundamental para a organização da equipe.

 
Giroud com a medalha e a taça de campeão do mundo — Foto: Reuters

Giroud com a medalha e a taça de campeão do mundo — Foto: Reuters

Giroud com a medalha e a taça de campeão do mundo — Foto: Reuters

Giroud com a medalha e a taça de campeão do mundo — Foto: Reuters

Giroud com a medalha e a taça de campeão do mundo — Foto: Reuters

Sobre Kanté, Deschamps afirmou que falta valorização ao volante, que foi uma das peças mais importantes na conquista do título.

- Tem certas situações em que ele pode ser o primeiro ponto de lançamento ao se construir uma jogada ofensiva. Ele consegue ler trajetórias, impedir passes ali. Do meu ponto de vista, ele usa muita bem a bola e consegue lançar esse jogo mais ofensivo. Não é tão valorizado, mas deveria. É muito decisivo. Todos os técnicos pensam primeiro nesse jogador, nessa posição. É o coração do time, faz a ligação entre a defesa e o ataque.
 

Deschamps: "Todos os técnicos pensam primeiro nesse jogador, nessa posição. (Kanté) É o coração do time, faz a ligação entre a defesa e o ataque"

 

Sempre polêmico, Pogba foi outro a ganhar elogios do comandante, que destacou a liderança do meio-campista do Manchester United.

- Sempre converso com ele. Havia uma imagem do Paul que não corresponde à realidade, ao Pogba que está desde 2013 na seleção e que sempre teve atitude e reflexão de jogo coletivo. A imagem dele é de individualista, que só pensa nele, mas essa não é a realidade. Ele viveu a Copa de 2014 e a Euro de 2016. Tem 25 anos hoje e, portanto, era exemplo para os mais jovens. Ele se preparou para ganhar a Copa. Alcançou envergadura de liderança, qualidade legítima. A pessoa pode usar as palavras, mas não ser crível. Quando o Paul fala, ele faz sentido.

 
Pogba foi muito elogiado por Deschamps — Foto: Lars Baron / Getty Images

Pogba foi muito elogiado por Deschamps — Foto: Lars Baron / Getty Images

Pogba foi muito elogiado por Deschamps — Foto: Lars Baron / Getty Images

Pogba foi muito elogiado por Deschamps — Foto: Lars Baron / Getty Images

Pogba foi muito elogiado por Deschamps — Foto: Lars Baron / Getty Images

Contestados no início da caminhada francesa, os laterais Pavard e Lucas Hernández também foram exaltados por Deschamps. Os dois tiveram ótimas atuações na Copa.

- Esses dois tinham perfis diferentes do que se espera do papel de um lateral. Para analisar uma construção de uma equipe, esse beque/lateral é um armador. Lucas Hernández e Pavard têm essa capacidade. Jogaram nas seleções de base como laterais. São excelentes defensores, seja no chão ou no alto. Eles têm bom tamanho e foram decisivos na Copa. Isso nos permitiu ser mais sólidos na defesa e ter um um meio-campo mais forte.

 

No fim, Deschamps deu show de humildade. Pediu a palavra uma última vez para dar um recado aos técnicos e dirigentes presentes no evento.

- Eu disse coisas aqui, mas não sou dono da verdade. Cada um tem suas próprias ideias, e todos podem ter êxito de formas diferentes. Essa foi minha forma de alcançar sucesso, mas existem outras formas - afirmou, para na sequência ser muito aplaudido por todos.

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